Ana Clara, minha neta, completa hoje 3 anos. Todas as luzes e todas as bênçãos.
terça-feira, 26 de outubro de 2010
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Orla de Macapá - Outro olhar
A Orla de Macapá já fez pose para muitos fotógrafos. Profissionais e amadores se posicionam todos os dias para colher “a imagem”. Juvenal Canto conseguiu capturar ângulos inusitados num dia de maré seca.
A beleza das falésias sobre as quais pousa a magnífica Fortaleza de São José de Macapá. Fortaleza sobre pedra. Rigidez e encanto. Sinuosidade, brilho, sombra, cor.
O trapiche derramado sobre o rio Amazonas imponente. Sim, Macapá tem encantos e magias inexploradas. É preciso ter “olhos de ver”. (Fotos de Juvenal Canto)
Publicado no Batuque, caderno de cultura do Jornal Correio do Amapá de domingo, 25/10/10.
Macapá, Cidade de Sons e Sonhos
Vem de longe, muito longe, do tempo dos encantados e pureza, os sons da floresta.
Na aldeia Tucuju, em noites de lua – cheia ou nova, pouco importa! – o ritual espraiava ritmos pela noite.
Louvores ou temores chegaram até nós através dos maracás e flautas. E o canto indígena, que marcava a cadência dos pés, perpetuou-se na memória coletiva.
Ladainha e festa de santo chegaram pelo rio. Novos sons, nova gente. O branco e sua cultura fincaram pé na floresta. Balbuciava uma cidade...
Pele negra, força bruta. O terror e a ternura manifestaram-se nos tambores, nos batuques. A distante África não ficava tão distante assim quando os corpos explodiam na sensualidade da dança. Os deuses chegavam mais perto chegavam mais perto e a tristeza era levada mar-abaixo ou rio-acima. Da noite ao dia, do ontem ao hoje, a floresta e as pedras do forte registraram tudo.
Três culturas ímpares às margens do mesmo rio... O Amazonas piscou um olho cúmplice e a proximidade, a gentileza, o calor... Deu no que deu: do caldeirão genético saltaram caboclos, cafuzos um tanto confusos com a mistura, mulatos... brasileiros!
O 4 de fevereiro de 1758 marcou o assentamento definitivo – registrava-se a cidade: MACAPÁ, estância das macabas, terra do sol e da chuva, de vegetação exuberante, de gente meiga e tenaz.
Da tribo Tucuju, a primeira a habitar estas paragens, restou o espírito guerreiro. Dos brancos, a ousadia, o gosto pelo novo. Dos negros, a força da raça. De todos eles – os sons e a capacidade de sonhar.
Macapá é um relicário de sons. Os ritmos da história estão no ar, nas árvores, na terra batida, nas pedras, no rugido da pororoca, no canto dos pássaros.
A gente sensível desta terra recupera, hoje, o que sempre esteve dentro dela. Capturados em CDs, sons explodem em múltiplos sonhos. Certamente, não os mesmos de espanhóis, franceses ou portugueses! Mas os eternos sonhos de construção de uma sociedade digna, onde todos possam crescer e amar.
Publicado no Batuque, caderno de cultura do Jornal Correio do Amapá de domingo, 25/10/10.
O Furacão Cultural Keila Kendra
Keila Kendra é uma artista completa. Além de coreógrafa, atriz e marcadora de quadrilha, é uma das mais conceituadas locutoras de rádio Estado do Amapá. Atua ainda em diversos projetos de cunho cultural município de Santana.
Keila Oliveira de Souza Santiago, conhecida no meio artístico como Keila Kendra, iniciou sua carreira aos dois anos de idade, quando participou um festival de dança do SESI/AP. Aos três anos recebeu prêmio como a melhor dançarina de jazz em um festival de dança no Rio de Janeiro.
Durante a infância e adolescência, além do jazz e do balé clássico, Keila começou a interessar-se pelas artes cênicas. Estas atividades a levaram a desenvolver outras habilidades ligadas ao segmento cultural.
Keila Kendra é a única mulher marcadora de quadrilha no Estado do Amapá, atividade que desenvolve desde 1992. Este ano marcou a Simpatia Junina.
Especializou-se em locução de rádio AM/FM na Rádio Transamérica. Graduou-se em Educação Física na Universidade de Santa Catarina. Fez especialização em Dança Pós-Moderna no Canadá e na Rússia. Foi aluna de Débora Cocker, coreógrafa do Circo de Soleil, reconhecida mundialmente.
Em março do ano passado, Keila retornou ao Amapá e atualmente apresenta o programa de rádio “Território Tarumã”, que vai ao ar de segunda à sexta-feira, das 14h às 17h, na Rádio FM Tarumã. O programa é direcionado para os ouvintes de amam a Música Popular Brasileira, em especial, a Música Popular Amapaense.
Keila estará em cartaz, brevemente, com a peça “Que Palhaçada é essa?”, no Teatro das Bacabeiras. A peça é destinada ao público infantil e é apresentada por dois palhaços: Farofa (Keila Kendra) e Firula (Wanderley Costa).
Participa do Projeto Mais Educação na Escola Municipal Padre Fúlvio, no bairro Fonte Nova, município de Santana, onde ensina dança, pintura e desenho artístico aos pequenos alunos.
A santanense faz parte do Projeto Grito pela Cultura, juntamente com Sandro (Amigos da Toada de Macapá) e Macedo (Grupo de Dança Swing Tropical). Neste projeto, atua como apresentadora do evento, que é realizado uma vez por mês na Praça Cívica de Santana. O Projeto tem o apoio do empresário santanense Mário Brandão e está aberto a outros patrocínios.
Keila está preparando o Grupo de Dança Swing Tropical para participar do XII FEMDAE – Festival de Música e Dança Estudantil, realizado pela Escola Estadual Zolito Nunes. O grupo concorrerá nas categorias popular e moderna e apresentará a coreografia “Conto de Sonhos e Fantasia Jovem”. O Grupo de Dança Swing Tropical representará a Escola Estadual José Ribamar Pestana.
Keila foi convidada a chefiar, no Amapá, o projeto “Enciclopédia Cultural da Amazônia” que objetiva registrar viagens, fotos, costumes e crenças do povo amazônico. O material será disponibilizado em TV (canal fechado), na internet e em livros com 13 idiomas.
Publicado no Batuque, caderno de cultura do Jornal Correio do Amapá de domingo, 25/10/10.
NO PRELO
“Mistério da Pedra”, obra literária do professor Antonio Ilson
Especialista em lingüística e mestre em Ciência da Educação, Antonio Ilson é professor de Língua Portuguesa, diretor da Escola Estadual Augusto Antunes e professor de técnicas de redação da Fundação Desafio Amazônico. Atualmente ministra aulas da FAMAT – Faculdade Madre Tereza.
No desenvolvimento de sua atividade pedagógica, é um dos grandes responsáveis por incontáveis aprovações de santanenses em vestibulares, sem contar as inúmeras aprovações em concursos públicos a nível municipal, estadual e federal.
O renomado professor santanense vem de uma família humilde, porém, tinha sonhos e planos, o que o levou a buscar profissionalizar-se no Pará, onde se graduou pela Universidade Federal do Pará – UFPA, seguindo o caminho de outros tantos amapaenses determinados que partiram em busca do conhecimento quando não havia faculdade no Amapá e retornaram para contribuir com o desenvolvimento do Estado do Amapá.
Hoje, Antonio Ilson é reconhecido na área da Linguística no Estado do Amapá e há seis anos dedica-se a uma nova empreitada: lançar-se no mundo dos autores de obras literárias amapaenses.
“Mistério da Pedra” é o título do livro a ser lançado ainda este ano. A obra relata a história de um romance vivido na Região Amazônica. O foco principal da obra são as histórias que giram em torno dos curiosos personagens lendários, o “Boto” e a “Pedra do Rio”, aquela que fica em frente a capital Macapá, ao lado do Trapiche Eliezer Levi. Segundo a lenda, a pedra e a imagem de São José, o padroeiro de Macapá, impedem que as águas do Rio Amazonas invadam a cidade.
Publicado no Batuque, caderno de cultura do Jornal Correio do Amapá de domingo, 25/10/10.
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
Hoje é dia do poeta. Viva Fernando Canto
Fernando me elegeu guardiã de seus escritos. Estes versos foram construídos há muito tempo, lá por 1990. Eu os guardo com o carinho de quem ama e os compartilho no dia do poeta.
Recebam como uma oferenda.
MÁXIMA
| Planar | ||||||
| o | ||||||
| verbo | ||||||
| é | ||||||
| grafar | ||||||
| no | ||||||
| vento |
DOR DOR | |
| Cântico | A dor se professa em si mesma por ser a dor combustível |
| Cântico de | A dor se processa em silêncio por ser a dor como a reima |
| Cântico de | A dor se confessa uma causa de interminável impossível ultrapassando o sentido do tato, do amor perdido |
| Cântico de | A dor permeia o objeto |
| Cântico do | A dor não mede o possível |