domingo, 15 de junho de 2014

Feliz aniversário, Amanda Mont'Alverne









Amanda, filha de meu filho Lênio e Cristiana Mont’Averne faz aniversário hoje (16/06).
Há seis anos Fernando compôs esta canção pouco antes de Amanda nascer. 
Amanda é uma criança iluminada, brincalhona, alegre... Feliz!
A cada dia que passa a canção se torna mais verdadeira... Amanda dá sentido em nossas vidas.
Felicidades, querida... Continue espalhando aromas em sua volta para que sejamos todos mais e mais abençoados.

Sônia Canto.


Vídeo do aniversário de 4 anos. By Lênio Mont'Alverne

AMANDA
Fernando Canto

Você virá
De um céu de arroz
Espalhando aromas

Você virá
Dizendo ôi
No seu idioma

E chegará
Num caracol
Vestida de sonho

Para brincar
Pra dar amor
A um mundo risonho

Quem somos nós
Para querer
Contrariar
Sua vontade

No seu jardim
Tem tanta flor
Tem tanto amor
Felicidade

Vem pra brincar
Vem pra chorar
Pra dar sentido
Em nossas vidas

Anda, Amanda, querida.



quinta-feira, 29 de maio de 2014

Feliz aniversário, meu amor.

Foto: Tadeu Canto

De repente fiquei sem palavras. Embaralhadas nos escaninhos dos desejos, dos sonhos, da magia elas adquirem vida própria e se negam a fluir.
As palavras são escorregadias e volúveis, saltam, espraiam e rodopiam quando se pretende controlá-las para redigir um parágrafo de importância infinda, como o que tento agora, neste momento. Um parágrafo cheio de palavras doces, singelas, amáveis no dia do seu aniversário, meu amor.
À falta de belas palavras digo apenas: Obrigada.

Obrigada por existir na minha vida. Feliz aniversário, meu amor. 

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Dádiva.

Alba Cavalcante da Silva, minha mãe.
Hoje minha mãe completa 91 anos de idade e não pude abraçá-la, nem pedir sua bênção. Dói. A despeito de tudo e de todos, hoje, especialmente, meu coração se enche de ternura e carinho por essa mulher que enfrentou grandes batalhas para criar e manter 12 filhos.
As atitudes que cada um desses filhos assume durante sua caminhada diz respeito a cada um e não invalida o amor e o respeito que transborda do meu coração.
Hoje agradeço pela dádiva da vida, a vida que minha mãe me proporcionou e que me permitiu parir meus quatro filhos que significam a plenitude de minha existência.
Agradeço pela bondade divina que permite que, aos 91 anos minha mãe esteja lúcida e escolha exatamente quem ela quer que fique ao seu lado. É o exercício pleno de sua vontade e isto, também, é uma dádiva.

Hoje, daqui do meu cantinho rogo a Deus e Nossa Senhora, que cubram minha mãe de luzes para que sua caminhada pela vida seja coroada de êxito.

sexta-feira, 18 de abril de 2014


Gabriel Garcia Marques foi habitar com as estrelas. Deixou uma vasta obra literária para que não nos sentíssemos órfãos. “Cem anos de solidão”, O amor nos tempos do cólera”, O general em seu labirinto”,  “Crônica de uma morte anunciada” e “Memórias de minhas putas tristes”, são alguns de seus livros que enlevam e por vezes desnorteiam, mas que envolvem tanto que, ao final, fica a certeza de que saímos fortalecidos e acrescentados de algo que absorvemos deste universo tão fantástico e nem por isso, irreal.
Dos livros que li, o meu favorito é, sem dúvida, “A incrível e triste história de Cândida Erêndira e sua avó desalmada”. Absolutamente surreal. Belo, romântico e sarcástico.  










A propósito do oitenta anos de Gabriel Garcia Marques, Fernando Canto escreveu o texto abaixo, que vale a pena reler.
(Sônia Canto)

80 ANOS DE GABRIEL
Fernando Canto (Sociólogo)

O primeiro grande clássico da literatura que li foi “Dom Quixote”, de Cervantes nas tardes de folga da minha adolescência macapaense. Era um livro enorme de uma edição ilustrada existente na Biblioteca Pública. Foi o meu primeiro contato com a literatura espanhola e a primeira história que decididamente me fez sonhar, viajar pelas estradas da imaginação.

Muitos anos depois, em 1987, recebi de presente de minha mulher o monumental “Cem Anos de Solidão”, de Gabriel García Márquez, autor de quem já havia lido apenas um livro de conto do qual fiquei impressionado com “A Incrível e Triste História de Cândida Erêndira e Sua Avó Desalmada”, transformado depois em filme por Rui Guerra, com bela atuação de Cláudia Ohana. Entusiasmado com o livro, não cansei, até hoje, de divulgá-lo entre os amigos que gostam de literatura. E assim devorei “Relato de um Náufrago”, “O Amor nos Tempos de Cólera”, “Doze Contos Peregrinos” e mais recentemente “Memórias de Minhas Putas Tristes”, entre outras ficções e memórias desse excepcional autor colombiano.

Nascido em Aracataca, na Colômbia, no dia 6 de março de 1928, o escritor fará no ano que vem 80 anos. Mas desde terça-feira passada iniciaram-se as comemorações sobre sua vida e obra em quase todo o mundo. Márquez reside há mais de trinta anos na Cidade do México que será sede de um novo empreendimento seu: a Casa Colômbia, um centro cultural que se destina a divulgar as mais variadas manifestações artísticas de seu país. Em 2007 haverá múltiplas comemorações na vida do escritor, que por sinal odeia a televisão e espetáculos públicos: os 40 anos do lançamento de “Cem Anos de Solidão” e os 25 anos do recebimento do Prêmio Nobel. Esse livro já vendeu mais de 30 milhões de exemplares no mundo inteiro. Dele será feita uma edição especial que será lançada em Cartagena das Índias durante o Congresso Internacional de Língua Espanhola, organizado pela Real Academia Espanhola, pelo Instituto Cervantes e pelo Governo da Colômbia. Terça-feira, dia 6, na cidade natal do escritor, situada na costa do Mar do Caribe foram disparados 80 tiros de canhão. Em Madri dezenas de intelectuais, artistas, políticos e jornalistas realizaram uma maratona de leitura do seu mais famoso romance, e o Ministro da Cultura de seu país anunciou que o governo pretende restaurar a casa em que García Márquez passou sua infância em Aracataca, que se situa numa região de cultivo de bananas, onde o autor ouviu de sua avó as primeiras histórias que vieram a influenciar e moldar seus futuros romances (fonte: Revista Entre Livros e Reuters/ Patrick Markey).

Foi através escritores como Borges, Júlio Cortazar, Alejo Carpentier e Márquez que a minha geração começou a ver nas metáforas absurdas (desculpem a tautologia) formas plurais de se comunicar numa época de grande repressão da comunicação e das manifestações artísticas no Brasil. Mexicanos e latino-americanos trouxeram para o terreno da ficção elementos narrativos impressionantes, alicerçados numa temática diversificada do tradicionalismo que permeava o regionalismo do início do século XX. Eles acharam o filão de um universo ficcional inexplorado e revelaram a América em seu insuportável contexto de miséria e autoritarismo. Por darem em suas obras a conotação da denúncia através do fantástico todos foram perseguidos pelas ditaduras de seus países e exilados. A produção desses escritores foi denominada Realismo Mágico.

No Brasil temos expoentes dessa literatura, cuja maior expressão está nos trabalhos de José J. Veiga, Campos de Carvalho, Roberto Drummond e o impagável Murilo Rubião, escritores que também deram muito trabalho para os censores da ditadura militar. Então viva a literatura latino-americana! Viva Gabo! Cervantes vive!

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Aprender Direito - Tradição.

O que é tradição?

Eu, que pensava que o conhecimento era cumulativo, percebo que estudar Direito é mergulhar num mundo à parte. Conceitos que até então julgava serem tácitos, não são... Por exemplo, cada vez que a palavra “tradição” aparecia em algum escrito, imediatamente o que me vinha à cabeça era algo relacionado com fazer algo da mesma maneira até que se tornasse tácito. Este conceito não está errado, pois, em grego, tradição significa, "na acepção religiosa do termo, a expressão é paradosis παραδοσις) é a transmissão de práticas ou de valores espirituais de geração em geração, o conjunto de crenças de um povo, algo que é seguido conservadoramente e com respeito através de gerações".  

Hoje percebo que para estudar Direito, direito, (veja, duas acepções da palavra completamente diversa), preciso mergulhar no estudo da origem das palavras, lembrar-me do inesquecível professor Benevides e estudar latim.
A palavra “tradição” (em latim, traditio, tradere) significa entregar. Então é isso: “tradição”, em Direito, significa entregar a coisa.

No Direito Civil, o termo "Tradição" remete à entrega, ou seja, na relação de compra e venda, por exemplo, o comprador (devedor de pagamento em espécie) ao efetuar o pagamento passa a ser credor do vendedor do produto/mercadoria/serviço pelo qual pagou, então ocorre a tradição – entrega do produto pelo qual foi negociado mediante valor previamente fixado.


terça-feira, 8 de abril de 2014

SOberba ORAção dos SERes da FLOResta parA IANEJAR, o heRÓI

Texto de Fernando Canto*

Eu te agradeço Ianejar pelo teu sangue de borboleta avoante. Por seres  a distorção da história fútil do homem branco que aqui chegou fincando sobre a terra seus valores.
Ianejar, eu te agradeço pelo fogo - o cataclismo devastador - mais que necessário para proteger teu povo do intrépido inimigo e de suas armas cuspidoras do brilho do infortúnio.
Todos os dias quando o sol se agiganta como um raivoso pai lá no horizonte, eu penso que tu estavas certo em provocar a fuga-exílio do teu povo sofredor por dentro de uma casa-argila, onde tantos faleceram de calor e de frio.
E era Mairi que flutuava pelas margens do Grande Paraná à deriva e à procura de uma terra em que houvesse paz.
Eu te agradeço, Ianejar, por conduzires com grandeza a dignidade do povo Waiãmpi na sua memória ímpar, por enormes espirais que o nosso povo representa em ciclos míticos.
Sei que foi preciso destruir uma parte da Floresta-Mãe para depois fazer a roça e ver medrar a folha verde dos campos.
E mesmo antropizada como hoje diz o karaiko /o homem branco/ a floresta é a tua dádiva. É a cornucópia do nosso cabeludo povo, dada a nós por um demônio manso que hoje deita na tua rede no teu céu, lá onde estão as borboletas e a estrela em que tu te tornaste quando saíste pelo buraco do final da Terra.

Eu te agradeço, Ianejar, eu te agradeço.

Publicado no livro Equinocio - Textuário do Meio do Munto. Ed. Paka-tatu. Belém-PA, 2004;

domingo, 23 de março de 2014

EquiNO/cio - A voz dos leitores.

eu VENHO CINTILANTE e áspero calor eqüINO sobre o mundo ARAUTO que sou de um novo tempo desde a hora em que as ONDAS do Amazonas rebentaram o alúvio das encostas na primeira MANHÃ

eu VENHO CAVALGANTE no cerrado e nos estirões inebriado com o bramIDO das cachoeiras e com o ronco dos MACAréus CavALGO sim em banzeiros caudatários de uma pororoca enorme  - estro sem fim -  sacralizando vôos vindOUROs além desta procela que se instaura incompreensível no meu tempo


passará A VEZ do ÁZIMO pão posto bruto que agora é tempo de pousio da espera da nova fertilização da terra quando deveremos ARAR novas angústias e colher o juSTO fruto e descascá-lo e cortá-lo à lâMINA afiada na curva dos varadOUROs
(Canto, Fernando. EquinoCIO, Textuário do Meio do Mundo. Ed. Paka-Tatu. Belém-PA. 2004.)

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Cyssah04/03/2014

Um EnCanto
VIAGEM PELO BRASIL EM 54 LIVROS
13/54


"equino CIO" de Fernando Canto foi publicado pela editora Paka-Tatu em 2004.

O livro possui 56 textos curtos escritos em prosa que tanto canta a cultura e as belezas amapaenses quanto conta casos da população da região amazônica. Alguns textos são bem engraçados, outros românticos e há ainda aqueles que te fazem pensar na forma como agimos como em "disCURSO DE aniVERsário" que fala sobre como nosso vocabulário é mal influenciado pela TV Brasileira. O mais interessante sobre os textos e que são escritos com letras de tamanhos diferente que lhe permitem ler uma palavra dentro da outra saber os temas que serão tratados com em " a palavrA MORte" que fala tanto de morte quanto de amor. O livro também possui belas ilustrações.

Rogério30/01/2014

Essa obra é recheada de crônicas, poesia e relatos que mostram faces do povo equinocial. O autor passeia pela literatura fantástica, com símbolos e devaneios, ou aplica-se a simples descrição de memórias, causos, fatos ocorridos ou ainda corriqueiros. Histórias paridas e embaladas no meio do mundo, sob o sol do equinócio. Uma identidade apresentada nas impressões do poeta.

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