quarta-feira, 17 de novembro de 2010

LINHA IMAGINÁRIA

Escritor Osvaldo Simões Macapá construída em prosa e verso solto

em manhã de fevereiro

livre do pelourinho da praça mais retesada de sentimentos

Macapá mulher em rima Macapá bela e de todos acima

esticada em linha imaginária

Macapá de famílias tantas

onde de manhã p galo ainda canta

plantando novo dia em corações descrentes

Macapá de água rente

Embarcam pessoas em canoas na frente

Macapá digestão em sesta

Lembranças roncadas em redes

Com suor na pente Macapá tarde quente...

Macapá cheirosa com odor de jasmim

Espalhado em coxas generosas lambuzadas de desejos

escorridos em pernas grossas

Macapá que ainda a gente se prende

ao coração de mulher amazônida,

Amazônia, manauara, paraoara,

amapaense, macapaense...

Macapá em prosa e versos

Macapá nome anoitecido, endoidecido de desejos

Entre olhares escondidos por detrás da porta

Anotados em caderno de papel almaço

Macapá de infância distante.

Macapá pendurada em linha imaginária

Descaída do carretel de lembranças

Macapá desfilando na manha dourada do sol equatorial...

Macapá destinatária do meu inventário de desejos.

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Osvaldo Simões é paraense, nascido em Alenquer. Reside em Macapá desde gito. Vivendo entre o Laguinho e Jacareacanga (depois mudaram de nome para Jesus de Nazaré). É graduado em Comunicação Social e Especialista em Docência Superior, já publicou Lamento Ximango (poesia) e Varal (coletânea-poesia)

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